“Seja a atitude de vocês a mesma de
Cristo Jesus, pois ele subsistindo em forma de Deus, não considerou que o ser igual a Deus
era algo a que devia apegar- se; mas esvaziou-se a si mesmo, vindo a ser
servo, tornando-se semelhante aos homens. E, sendo encontrado em forma humana,
humilhou-se a si mesmo e foi obediente até a morte, e morte de cruz! Filipenses 2.5-8”
Tendo
em vista que a natureza divina do filho de Deus é eterna e infinita, enquanto a
sua natureza humana é criada e finita, uma das questões que ponderamos são como
estas duas naturezas podiam coexistir em uma única pessoa. Jesus podia ser plenamente Divino e
plenamente humano, ou seja, ao mesmo tempo onipotente onisciente e onipresente;
enquanto tinha um poder humano limitado e finito, que crescia em sabedoria e
estatura, e uma habilidade finita de estar em um lugar por vez.
Em
primeiro lugar, o que aprendemos nesses versículos é que Jesus Cristo, como
filho eterno do Pai é plenamente Deus. Paulo escreve que Cristo existia em
forma de Deus (v.6), usando a palavra grega “morphê”, que se refere à natureza
ou substância interior de algo e não a sua forma exterior e visível. Jesus era
plenamente Deus.
Paulo
também fala que Jesus assumiu também a forma de Servo, de homem. Jesus não
assumiu apenas a forma exterior, a aparência de um homem. Ele assumiu a
substância interior e a própria natureza, ou seja, a forma (morphên), do que
significava ser um servo. Ele é plenamente Deus porque existe na forma
(morphên) de Deus. Do mesmo modo Ele é plenamente homem porque existiu na forma
de homem.
Em
segundo lugar, quando Paulo escreve que Cristo não julgou ser igual a Deus, não
está dizendo que cristo desistiu de ser Deus para ser homem. Visto que Cristo é
plenamente Deus, ele não pode deixar de ser Deus por um momento
sequer. Ele também
não deixou de ter seus atributos de Deus, como afirma algumas correntes
kenóticas, que diz que ao encarnar-se, Cristo perdeu temporariamente os
atributos da divindade que antes tinha. Pelo contrário, Cristo continuou tendo
todos os seus atributos, ele continuou sendo onipotente, onipresente,
onisciente e tendo todos os demais atributos característicos da Divindade.
Como
então explicar o fato que cristo sendo homem estava sendo limitado ao tempo e
espaço, deixando-nos a ideia de que ele naquele momento não era onipresente?
Muitos
na história do cristianismo tentaram separar as naturezas de Jesus, dizendo
que, como homem ele teve sede, como Deus ele é a água da vida; como homem ele
só podia estar em um único lugar, como Deus ele era onipresente. Isso ainda
hoje é ensinado em muitas de nossas igrejas. Mas não resolve muita coisa não,
pois nos mostra a idéia de duas naturezas em desarmonia em Cristo. Uma hora
quem age é o Jesus humano, outra ora é o Jesus Divino. Não dá para separar as
duas naturezas de Jesus. A teologia sistemática faz essa separação apenas para
melhorar o método didático de ensino-aprendizagem. Nos evangelhos, nós não
vemos ações da natureza divina de Cristo separado de sua natureza humana. Tudo
o que o Filho de Deus faz, faz sendo ao mesmo tempo Divino e Humano.
Uma
proposta mais coerente.
”mas
esvaziou-se a si mesmo, vindo a ser servo, tornando-se semelhante aos homens”.
Esse trecho de Filipenses deixa claro que Cristo se esvaziou a si mesmo. Como
falamos antes, ele não deixou de ser Deus, nem se esvaziou de seus atributos
divinos, pois se fizesse isso, ele deixaria de ser Deus. E Deus não pode deixar
de ser Deus. Pois se Deus deixasse de ser Deus, seria um Não-Deus, e não Deus
não existe. É um absurdo ilógico terrível.
Então o que significa dizer que
Cristo se esvaziou?
A
palavra que aqui é traduzida por se esvaziou é “ekenõsen, que significa que,
Cristo a si mesmo se esvaziou ou derramou-se a si mesmo. Observe que Paulo não
está dizendo que Cristo esvaziou algo de si mesmo ou derramou algo de si mesmo,
pelo contrário ele esvaziou-se a si mesmo; ele derramou-se a si mesmo. Ou
seja, tudo que Cristo
é como aquele que existe na forma de Deus e é igual a Deus é derramado.
Ele
não perde nada da sua natureza divina, e nenhuma de suas qualidades divinas são
removidas dele quando ele se derrama. Cristo permanece em sua natureza divina,
plenamente como ele é em sua existência, como a eterna segunda pessoa da
Trindade.
Cristo
“ekenõsen” esvaziou-se ao assumir a forma de servo. Sim, ele se esvazia por
assumir; se esvazia por acrescentar. Eis aqui um tipo estranho de matemática
que tem em vista uma subtração por adição. Natureza divina mais natureza
humana, igual a esvaziamento. (D+H=E).
É
uma subtração, um esvaziamento, um derramamento por adicionar a si mesmo a
natureza de um homem, na verdade a de um servo por excelência. Todos os atributos
divinos estavam em cristo na sua encarnação. A diferença é que a manifestação
desses atributos, da gloria divina nele, não teve expressão plena, por que ele
estava coberto com a natureza humana.
Cristo se esvazia por
adicionar a si a natureza de servo, a natureza humana. É como diz Paulo em 2
Co. 8.9: “Sendo
rico, Ele se fez pobre por amor de vós, para que, pela sua pobreza, vos
tornásseis ricos”. O Filho de Deus se fez filho do homem, para que
os filhos dos homens pudessem serem feitos filhos de Deus. A encarnação é o amor de Deus derramado na
humanidade. A encarnação é a revelação de Deus em sua forma mais completa aos homens.
A
encarnação, portanto, significa que o Filho de Deus, verdadeiro Deus desde toda
a eternidade, no curso do tempo se fez verdadeiro homem também em uma Pessoa,
Jesus Cristo, constituída de duas naturezas, a humana e a divina. Isso,
naturalmente é um mistério. Não podemos compreendê-lo por completo. Assim como
tampouco podemos conceber a própria Trindade.
O Trilema da Divindade
do Filho de Deus.
Ao
longo da história da humanidade a pergunta “Quem é Jesus de Nazaré?” Tem sido
respondida de várias maneiras. Independente da resposta que se dá a essa
pergunta, o que ninguém é capaz de fazer é fugir do fato de que Jesus existiu
realmente e a vida dele mudou completamente a história do Mundo.
Independentemente do que qualquer pessoa pense a respeito de Jesus, Ele é, e
continuará sendo o personagem principal da cultura ocidental. Foi a partir do nascimento
de Jesus que a maior parte da humanidade construiu seu calendário. É o nome
dele que milhões de pessoas blasfemam, e é em nome dele que milhões oram.
Se
o que Jesus falou a respeito de si mesmo for verdade, então ele é o Filho de
Deus e nós devemos aceitar ou rejeitar o senhorio dele. Somos indesculpáveis.
Se tudo que ele falou for realmente verdadeiro, então todas as alegações que
muitos fazem dele, o considerando como um grande mestre da moral, um guia
espiritual, um exemplo a ser seguido, não faz o menor sentido. Mas se as
alegações dele forem falsas, há somente duas opções: ele sabia que eram falsas
ou não sabia.
C.S.Lewus,
após pesquisar algumas evidencias da identidade de Jesus escreve em seu livro,
Cristianismo puro e simples: (Um livro que você não pode passar dessa vida para
outra sem ler).
“Estou tentando impedir que alguém repita a rematada tolice
dita por muitos a seu respeito: “Estou disposto a aceitar Jesus como um grande
mestre da moral, mas não aceito a sua afirmação de ser Deus”. Isso é a única
coisa que não devemos dizer. Um homem que fosse somente um homem e dissesse as
coisas que Jesus disse não seria um grande mestre de moral. Seria um lunático –
no mesmo grau de alguém que afirme ser um ovo cozido - ou seria o Diabo em
pessoa. Faça sua escolha. Ou esse homem era, e é, o Filho de Deus, ou não passa
de um louco ou algo pior. Você pode querer calá-lo tomando-o por um louco, pode
cuspir nele e matá-lo como a um demônio, ou pode cair aos pés dele e chamá-lo
de Senhor e Deus. Ninguém, porém, venha com nenhuma bobagem complacente,
dizendo que ele foi um grande mestre humano. Ele não nos deixou essa
possibilidade, e não quis deixar.1
Tendo
como prerrogativa a declaração de Lewis, vamos analisar três alternativas com
relação às declarações de Jesus ser o Filho de Deus. Se o que Jesus falou é
realmente verdadeiro, temos ao menos três possibilidades de
![]()
1
C.S.Lewus. Cristianismo puro e simples. MC edição de 1952, pp. 40-41.
interpretar suas declarações. Ou Ele era
um mentiroso, ou Ele era um louco, ou Ele é
Senhor.
Jesus:
o mestre da mentira?
Jesus,
ao declarar ser o Filho de Deus, de se igualar como Deus, de se considerar
eterno e digno de ser adorado, ao fazer todas essas afirmações, sabia que não
era Deus, então com certeza ele estava mentindo.
Acontece
que, se ele estava mentindo, ele era também um hipócrita, pois ensinou os
outros a serem honestos a qualquer custo, enquanto que ele mesmo estava falando
uma coisa que ele não era. Pois estava ensinando uma grande mentira. Se tudo o
que ele falou era mentira, além de ser mentiroso e hipócrita, ele era mau,
fazendo com que todo mundo tivesse uma ideia a respeito dele, que ele sabia ser
mentiroso.
Por
último, ele era também um tolo, pois foi por causa de sua declaração de ser
Deus que o crucificaram em uma cruz.
Marcos 14.61-64 está escrito:
“Mas Jesus permaneceu em silêncio e nada respondeu. Outra
vez o sumo sacerdote lhe perguntou: "Você é o Cristo, o Filho do Deus
Bendito? "Sou", disse Jesus. "E vereis o Filho do homem
assentado à direita do Poderoso vindo com as nuvens do céu”. O sumo sacerdote,
rasgando as próprias vestes, perguntou: "Por que precisamos de mais
testemunhas?
Vocês ouviram a blasfêmia. Que acham? " Todos o
julgaram digno de morte.”
João 19.7 diz:
“Os judeus insistiram: "Temos uma lei e, de acordo com
essa lei, ele deve morrer, porque se declarou Filho de Deus".
Se
Jesus era um vigarista, um mentiroso, e um homem tolo e mau, como iríamos
conseguir explicar o fato de que ele nos deixou o mais profundo ensinamento moral e o mais poderoso
exemplo de moralidade de todos os tempos?
Um enganador, um mentiroso ou um
impostor, seria capaz de ensinar essas verdades éticas e viver uma vida
moralmente exemplar como Cristo viveu?
John Stuard Mill,
filósofo cético e adversário contumaz do cristianismo, escreveu a respeito de
Jesus:
“Na vida e nas palavras de Jesus há uma marca de
originalidade pessoal combinada com profunda intuição. Essa marca é digna da
primeira classe de homens de sublima gênio dos quais a nossa espécie pode se
orgulhar. Quando esse gênio preeminente se combina com as qualidades de quem
foi provavelmente o maior reformador moral e mártir de sua própria missão que
já existiu sobre a terra, não se pode dizer que a religião faz má opção ao
escolher esse homem como o representante e guia ideal da humanidade; também não
seria fácil, mesmo para um incrédulo, encontrar melhor forma de traduzir a
regra da virtude da teoria para a pratica do que procurar viver do modo que
Cristo aprovaria. ”2
Como
ele poderia ser um fanático religioso ou um louco, se ele nunca perdeu o
equilíbrio mental, (não! O episódio do templo, metendo chicotada nos corruptos,
não é característica de insanidade mental, é o exemplo mais puro de coerência
da vida de Cristo com os ensinamentos de DEUS), se sempre deu a resposta mais
sábia a perguntas tentadoras e difíceis? Um personagem tão original, tão
completo, tão coerente, tão perfeito, tão humano e, ainda assim, tão acima de
toda a grandeza humana, não pode ser uma fraude nem invenção nenhuma. Seria
Preciso mais do que um jesus mentiroso para inventar o Jesus Filho de Deus.
Portanto,
alguém que viveu como ele viveu, ensinou como ele ensinou e morreu como ele
morreu não poderia ter sido um mentiroso. Quais as alternativas então?
Jesus:
um delírio ambulante?
Como
vimos, é inconcebível pensar em Jesus como um mentiroso. Mas seria possível que
ele achou que era Deus, mas estava enganado? Afinal de contas, é possível
alguém em suas declarações e ideologias ser sincero, porem errado.
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2
Josh McDowell. Novas evidências que demandam um veredito. P. 344.
Faz-se
necessário lembrar que, alguém julgar-se ser Deus, sobretudo em uma cultura
rigidamente monoteísta, como a cultura judaica, e dizer as pessoas que o
destino de suas vidas estava em acreditar nele, não era um mero surto de
alucinação. O risco era grande demais ao declarar essas afirmativas.
Segundo
alguns psicólogos, a medida da sua insanidade é a distância entre o que você
pensa que é e o que você de fato é. Se eu achasse que era o maior escritor do
mundo, seria apenas um tolo arrogante; se eu achasse que era o presidente do
Brasil, provavelmente estaria à beira da loucura; se eu achasse que era um
passarinho e tentasse sair voando por aí, estaria bem distante da sanidade. Mas
se eu achasse que sou Deus, minha loucura seria absurdamente maior, pois a
distância entre algo finito e o Deus infinito é muito maior do que a distância
entre duas coisas finitas, mesmo entre um homem e uma largatixa.
Então porque Jesus não era um
mentiroso ou um lunático?
Pelo simples fato de
Jesus ter em abundancia pelos menos três qualidades que os mentirosos e lunáticos
mais evidentemente carecem: (1) sabedoria prática, a habilidade de perscrutar o
coração humano; (2) amor profundo e cativante, a compaixão ardente, a
capacidade de atrair as pessoas e fazê-las sentir-se a vontade diante dele e
perdoá-las; (3) a capacidade de surpreender, a imprevisibilidade, sua
criatividade. Os mentirosos e os loucos não exercem nenhuma dessas
características de modo eficaz. São todos muito previsíveis e desprovidos de
atratividade. A verdade era que Jesus era muito sensato, e além de tudo nos deu
a fórmula mais concisa e mais precisa para a paz de mente e coração. Nenhum
louco poderia ter a fonte de discernimento tão perspicaz e eficiente como
Cristo teve.
Ele é Senhor!
Se
Jesus de Nazaré não é mentiroso nem louco, só nos resta dizer que Ele é Senhor.
·
Tu és o Cristo, o
filho do Deus vivo, proclamou Pedro (Mt 16.1).
·
Sim,
Senhor, eu tenho crido que tu és o Cristo, o Filho de Deus que devia vir ao
mundo, confessou Marta, irmã de Lázaro (Jo 11.27).
·
Senhor
meu e Deus meu! Exclamou Tomé, após ver o Jesus ressurreto em pé diante dele
(Jo 20.28).
·
Princípio
do evangelho de Jesus Cristo, Filho de Deus, escreveu Marcos na introdução do
livro do novo testamento que leva seu nome (Mc 1.11).
·
Ele
[Jesus], que é o resplendor da glória e a expressão exata do seu [de Deus] Ser,
sustentando todas as coisas pela palavra do seu poder, afirmou o autor de
Hebreus (Hb 1.3).
·
Estes,
porém, foram escritos para que creiais que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus;
e, para que crendo, tenhais vida em seu nome. Escreveu João explicando o
verdadeiro motivo de escrever seu livro (Jo
20.31).
Tanto
o Antigo, como o Novo Testamento, tras em suas páginas diversas evidências que
comprovam que aquele que nasceu em Belém numa manjedoura é realmente o
Unigênito Filho de Deus. Em Jesus Deus revelou sua invisibilidade aos seres
humanos. Jesus é a mais perfeita imagem do Deus invisível. Ele não foi um
louco. Alguém que enganou a si mesmo e aos outros. Ele era, e é, a verdadeira
manifestação da Divindade. Ele é o Deus que está conosco, que morreu por nós,
que ressuscitou, ascendeu aos céus, e que um dia virá para nos levar com ele
para sua gloria.
Considerações
finais
Poderíamos
falar de outras temáticas no que se refere ao Cristo de Deus. Da sua morte na
cruz, do significado da expiação, do Deus que morreu e das implicações que a
ressurreição do Cristo trouxe para a humanidade. Da ascensão aos céus e do seu
retorno em gloria para nos levar ao lar celestial.
Porém,
se fizéssemos isso, extrapolaríamos nossa pretensão inicial. Mas o que você
poderá fazer é cada vez mais mergulhar de todo coração e mente em
conhecer esse Deus
homem, que um dia se revelou a nós e que está ainda hoje disponível para todo
aquele que o buscar de todo coração.
Tudo
isso é possível porque em Jesus, Deus se torna acessível. Ele é uma pessoa que
se relaciona com pessoas como nós. Ele está além da metafísica, além das nossas
ideias preconcebidas que criamos dele ao longo de nossa peregrinação
espiritual. Ele se fez gente, gente como agente se envolvendo no mundo da
gente.
Ele
é o cordeiro de Deus que tira o pecado do Mundo, e isso nos dá a garantia de
chegarmos arrependidos ao trono da graça toda vez que pecarmos.
Ele
é a verdadeira face de YAHWEH, que Moisés pediu para ver e não conseguiu.
Ele
é o Deus insuportável para todo aquele que tenta se relacionar com ele em forma
de barganhas, pois com ele tudo é de graça e pela graça. Não existe negociação,
está tudo pago, é só aceitar o que ele disponibilizou para nós.
Ele
é o Deus que perdoa pecadores como nós, e nos perdoa para que possamos perdoar
todo aquele que nos ofende, pois, a maior das ofensas quem sofreu foi ele no
gólgota por causa de mim e de você, e para ser discípulo dele, de início tem
que ter um coração quebrantado e aberto ao perdão, sem perdoar não dá nem para
sair do lugar, quanto mais caminhar com ele.
Ele
é o Deus que nos consola independente das circunstâncias que passamos e
enfrentamos na vida.
Ele
é o Deus para hoje, o Deus amigo, o Deus que nos liberta de nós mesmo, o Deus
que morre. O Deus que vive e que é Vida. Ele é Deus. Nosso único Senhor e
Salvador Jesus Cristo.
Sole Del Christus!
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